Educação, Todas as postagens

A UFPR e a universidade que Curitiba não quer ter

Prédio Histórico da UFPR (Foto Gilson Camargo)

 

A UFPR fará cem anos em dezembro do ano que vem. Entretanto, apresenta sintomas agudos de falta de transparência por parte de alguns de seus dirigentes.

Foi eleita símbolo da cidade de Curitiba e representa muito para todos os paranaenses. Entretanto, alguns de seus dirigentes não estão honrando tanta deferência a esta instituição quase centenária.

A moeda de troca mais utilizada hoje na UFPR são vagas e cargos com CD [cargos de direção]. Alguns dirigentes julgam-se donos do bem público e são exemplo de improbidade administrativa a toda prova, fazendo dos setores seus quintais, mandando os docentes calar a boca em plenária, cimentando a porta do Centro Acadêmico de Biologia, entre outras cositas.

Seus instrumentos mais utilizados são a falta de ética, a falta de transparência, os conchavos obscuros, as mentiras inescrupulosas, as coações com sindicâncias para punir adversários políticos, longe do bom senso, do diálogo e do respeito a opiniões adversas. Aliás, essas qualidades passam longe desses diretores inescrupulosos que só querem o poder a todo custo. Alguns docentes, por terem opiniões diferentes, estão respondendo a até oito sindicâncias, processos administrativos e denúncias na Comissão de Ética.

Enquanto as provas apresentadas de improbidade administrativa, como por exemplo, o caso do Minter-Unipar [mestrado interinstitucional que cobrava taxas de até R$ 27 mil por aluno, declarado ilegal pelo TCU], além de denúncias na Comissão de Ética desses atos ditatoriais ficaram sem resposta, pois a administração central da UFPR faz ouvido de mercador e não toma nenhuma atitude para coibir esse tipo de pseudo-administrador, quem sabe pensando que terá o apoio deles a uma futura candidatura à reeleição para a Reitoria.

Em uma vida de militância em prol da busca do Estado de Direito democrático, jamais me deparei com uma situação como esta na UFPR. Curitiba e a UFPR não merecem administradores que não respeitem sua história, seus valorosos habitantes e sua gente honesta.

Nem na Câmara Municipal, nem na UFPR. Fora Derosso e fora diretores de setor que são ditadores, eles e todos de seu séquito!

Os discursos são de democracia, de transparência, de discussão  acadêmica, porém as ações são desenvolvidas nos subterrâneos mais obscuros. Podemos citar mais um exemplo: a tentativa da criação de um novo departamento no Setor de Ciências Biológicas da UFPR, intitulado Departamento de Motricidade e Funcionalidade Humana, na contramão da educação física mundial, baseada no exemplo de Portugal, que, infelizmente, não é referência para ninguém na educação física!

Trata-se de um grupo de oportunistas da UFPR, pensando em criar factóides para tentar cacifar-se a uma futura eleição para a Reitoria e que não respeitou os professores, os alunos e os técnicos do Departamento de Educação Física da UFPR. Só pensaram em benefício próprio, sem qualquer ética profissional, sem escrúpulos, sem democracia e sem a mínima transparência.

Sem ética porque burla a legislação vigente atropelando seus pares com as mais esdrúxulas atitudes de subgrupos, não respeitando as opiniões divergentes (novo departamento);

•  Sem escrúpulos porque cobraram o curso de mestrado que segundo a legislação deveria ser gratuito (Minter);

•  Sem democracia porque não respeitam seus pares no DEF [Departamento de Educação Física] para tomar decisões;

• Sem transparência porque realizam ações sem consultar a comunidade acadêmica.

Essas pessoas querem se autodenominar educadores, quando são parecidos com o Derosso, com os ex-ministros dos Transportes, do Turismo, etc.

Difícil também é entender o que houve depois da auditoria interna, promovida pela Audin, que encontrou diversas irregularidades na Pós-Graduação do Departamento de Educação Física e tudo acabou em pizza; mas não aquela pizza que todos gostamos, a pizza da impunidade.

No caso do Minter, apesar de todas as reportagens do jornal Gazeta do Povo, que comprovou as irregularidades e o desrespeito com o patrimônio público, utilizado para ganhos pessoais, qual foi o resultado? Muita gente pressionando o ministro do TCU, a Polícia Federal e o jornalista que escreveu a matéria, para tentar acabar novamente em pizza!

Onde anda a administração central da UFPR? Omissa, omissa, omissa e omissa. Por que será?

 A UFPR? Vai bem obrigado, vai fazer cem anos de existência, foi uma das primeiras universidades do Brasil, continua sendo o símbolo de Curitiba!

Entretanto, seus dirigentes deveriam pensar mais em torná-la referência como instituição de ensino, em um pais cuja universidade mais bem colocada, no ranking das melhores universidades do mundo, apareceu em um significativo 165ª lugar (USP).

E não usá-la para escaladas ao poder, mesmo porque o poder é passageiro, e os senhores não serão reeleitos com essa postura indigna, que envergonha Curitiba e seus valentes habitantes, porque o mundo atual repudia ditadores, corruptos e mal administradores.

 

Conteúdo relacionado:

Taxa em mestrado da UFPR é ilegal, diz TCU (23.ago.2011)

Cursos da UFPR são investigados (26.mai.2011)

 

 

About these ads

Sobre SÉRGIO SANTOS

I AM A PROFESSOR AT UNIVERSITY OF PARANÁ

Discussão

2 Respostas para “A UFPR e a universidade que Curitiba não quer ter”

  1. Infelizmente na sexta feira negra, o outubro virou ditadura no setor de ciências biológicas, a recepçao já foi com uma equipe de seguranças esperando com uma lista dos que poderiam entrar e dos que deveriam ficar fora.

    A UFPR é um espaço público e como tal é de todos. Os acadêmicos tentavam impedir o golpe que o estor deu na Educaçao Física, a criaçao de um novo departamento de Motricidade Humana, na contra mao da história, pois motricidade humana, cultura corporal e Educaçao Física epistemológicamente significam a mesma coisa. E o golpe ainda teve requintes de improbidade administrativa dos directores do setor, apresentaram um adreferendum do Prof Luiz Claudio Fernandes para tirar 16 professores da Educaçao Física, eu como conselheiro solicitei vistas ao processo o que contrariando todas as normativas e legislaçao do serviço público, nao foi concedida.

    Essas e outras aberraçoes administrativas sao cometidas por esse grupo envolvido no MINTER, já denunciado na Polícia Federal e no TCU e em fase de conclusao de inquérito, sao protegidos inexplicávelmente pela administraçao central da UFPR.

    Em tempos de estado de direito democrático nao é possível tanta IMPUNIDADE para um grupo que está sendo blindado por uma administraçao OMISSA E SEM ATITUDE DE ADMINISTRADOR.

    VERGONHOSO PARA A CENTENÁRIA UFPR!!!!!!!!

    Publicado por Sérgio Luiz Carlos dos Santos | 02/10/2011, 18:33
  2. A UFPR está vivendo uma fase vergonhosa, na sexta feira fomos agredidos no Setor de Ciências Biológicas pelos seguranças, a mando dos directores do Setor, Luiz Claudio Fernandes e Fernando Mezzadri, que perderam a compostura ameaçando-nos com processos administrativos disciplinares, arma deles para encobrir os erros de improbidade administrativa dessa diretoria.

    Fora ZAKI, MEZZADRI E LUIZ CLAUDIO FERNANDES, POR UMA UFPR TRANSPARENTE E sem grupelhos que só pensam nos próprios umbigos!!!!

    Publicado por Centro Acadêmico da UFPR. | 02/10/2011, 18:17

Comente agora

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

WordPress.com Logo

Você está comentando usando sua conta WordPress.com. Sair / Mudar )

Imagem do Twitter

Você está comentando usando sua conta Twitter. Sair / Mudar )

Foto do Facebook

Você está comentando usando sua conta Facebook. Sair / Mudar )

Conectando a %s

Imagens no Flickr

Curitiba Quer

Mais fotos

No Twitter

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

%d bloggers like this: