Historicamente o PT sempre esteve presente na redemocratização do país e nas lutas pelos movimentos sociais.
A construção das Diretas Já, emenda Dante de Oliveira, levou aos palanques o que o país tinha de melhor em liderança política, entre elas nosso presidente LULA.
O processo de redemocratização do país foi importante para a consolidação da abertura política, consolidada com o multipartidarismo e a possibilidade de havermos eleito um presidente identificado com a categoria dos trabalhadores.
Os jovens podem imaginar as políticas sociais do Brasil, em 23 anos: saímos de um estado de direito ditatorial para a democracia, e os movimentos sociais puderam expressar suas angústias e receber apoio governamental.
A cidadania brasileira passou a ser respeitada no exterior, hoje posso viajar para diversos países da Europa, sem necessidade de visto, e sou respeitado nas aduanas internacionais como cidadão brasileiro. A juventude europeia tem no Brasil referencial de país para vir viver, trabalhar e estudar.
Um partido com esse comprometimento social e político não pode se furtar e frustra seus militantes, que como eu estiveram presentes nos principais movimentos em busca da democracia no país, de ter candidatura própria à Prefeitura de Curitiba, pois o nosso histórico e o atual momento de Curitiba demandam um político experiente, comprometido com o povo e de ilibada atuação no parlamento brasileiro.
As alianças são factíveis e possíveis para a governabilidade, porém, podem ser construídas em um eventual segundo turno, e o PT paranaense não adotará postura concernente com política stalinista, onde um grupo exerceu o poder com mão de ferro , assassinatos, exílios, etc.
Nós, militantes históricos do PT, que lutamos em todos os movimentos sociais, merecemos um candidato próprio, um político da estirpe do Dr. Rosinha, cujo exitoso mandato de deputado federal beira os 20 anos de vida pública.
Por um CANDIDATO PRÓPRIO JÁ, reivindico em nome da democracia uma postura do PT paranaense e brasileiro, candidatos petistas para cargos executivos e legislativos, nas eleições de 2012.
A UFPR fará cem anos em dezembro do ano que vem. Entretanto, apresenta sintomas agudos de falta de transparência por parte de alguns de seus dirigentes.
Foi eleita símbolo da cidade de Curitiba e representa muito para todos os paranaenses. Entretanto, alguns de seus dirigentes não estão honrando tanta deferência a esta instituição quase centenária.
A moeda de troca mais utilizada hoje na UFPR são vagas e cargos com CD [cargos de direção]. Alguns dirigentes julgam-se donos do bem público e são exemplo de improbidade administrativa a toda prova, fazendo dos setores seus quintais, mandando os docentes calar a boca em plenária, cimentando a porta do Centro Acadêmico de Biologia, entre outras cositas.
Seus instrumentos mais utilizados são a falta de ética, a falta de transparência, os conchavos obscuros, as mentiras inescrupulosas, as coações com sindicâncias para punir adversários políticos, longe do bom senso, do diálogo e do respeito a opiniões adversas. Aliás, essas qualidades passam longe desses diretores inescrupulosos que só querem o poder a todo custo. Alguns docentes, por terem opiniões diferentes, estão respondendo a até oito sindicâncias, processos administrativos e denúncias na Comissão de Ética.
Enquanto as provas apresentadas de improbidade administrativa, como por exemplo, o caso do Minter-Unipar [mestrado interinstitucional que cobrava taxas de até R$ 27 mil por aluno, declarado ilegal pelo TCU], além de denúncias na Comissão de Ética desses atos ditatoriais ficaram sem resposta, pois a administração central da UFPR faz ouvido de mercador e não toma nenhuma atitude para coibir esse tipo de pseudo-administrador, quem sabe pensando que terá o apoio deles a uma futura candidatura à reeleição para a Reitoria.
Em uma vida de militância em prol da busca do Estado de Direito democrático, jamais me deparei com uma situação como esta na UFPR. Curitiba e a UFPR não merecem administradores que não respeitem sua história, seus valorosos habitantes e sua gente honesta.
Nem na Câmara Municipal, nem na UFPR. Fora Derosso e fora diretores de setor que são ditadores, eles e todos de seu séquito!
Os discursos são de democracia, de transparência, de discussão acadêmica, porém as ações são desenvolvidas nos subterrâneos mais obscuros. Podemos citar mais um exemplo: a tentativa da criação de um novo departamento no Setor de Ciências Biológicas da UFPR, intitulado Departamento de Motricidade e Funcionalidade Humana, na contramão da educação física mundial, baseada no exemplo de Portugal, que, infelizmente, não é referência para ninguém na educação física!
Trata-se de um grupo de oportunistas da UFPR, pensando em criar factóides para tentar cacifar-se a uma futura eleição para a Reitoria e que não respeitou os professores, os alunos e os técnicos do Departamento de Educação Física da UFPR. Só pensaram em benefício próprio, sem qualquer ética profissional, sem escrúpulos, sem democracia e sem a mínima transparência.
• Sem ética porque burla a legislação vigente atropelando seus pares com as mais esdrúxulas atitudes de subgrupos, não respeitando as opiniões divergentes (novo departamento);
• Sem escrúpulos porque cobraram o curso de mestrado que segundo a legislação deveria ser gratuito (Minter);
• Sem democracia porque não respeitam seus pares no DEF [Departamento de Educação Física] para tomar decisões;
• Sem transparência porque realizam ações sem consultar a comunidade acadêmica.
Essas pessoas querem se autodenominar educadores, quando são parecidos com o Derosso, com os ex-ministros dos Transportes, do Turismo, etc.
Difícil também é entender o que houve depois da auditoria interna, promovida pela Audin, que encontrou diversas irregularidades na Pós-Graduação do Departamento de Educação Física e tudo acabou em pizza; mas não aquela pizza que todos gostamos, a pizza da impunidade.
No caso do Minter, apesar de todas as reportagens do jornal Gazeta do Povo, que comprovou as irregularidades e o desrespeito com o patrimônio público, utilizado para ganhos pessoais, qual foi o resultado? Muita gente pressionando o ministro do TCU, a Polícia Federal e o jornalista que escreveu a matéria, para tentar acabar novamente em pizza!
Onde anda a administração central da UFPR? Omissa, omissa, omissa e omissa. Por que será?
A UFPR? Vai bem obrigado, vai fazer cem anos de existência, foi uma das primeiras universidades do Brasil, continua sendo o símbolo de Curitiba!
Entretanto, seus dirigentes deveriam pensar mais em torná-la referência como instituição de ensino, em um pais cuja universidade mais bem colocada, no ranking das melhores universidades do mundo, apareceu em um significativo 165ª lugar (USP).
E não usá-la para escaladas ao poder, mesmo porque o poder é passageiro, e os senhores não serão reeleitos com essa postura indigna, que envergonha Curitiba e seus valentes habitantes, porque o mundo atual repudia ditadores, corruptos e mal administradores.
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O século XXI apresentou inúmeras revoluções tecnológicas, entre elas as redes sociais, para as quais os “mass media” precisou reciclar seus conceitos mais enraizados e atualizá-los para sobreviver. Enfim, estamos na era da informação eletrônica, do Facebook, do Twitter e dos I Pad’s.
Entretanto, o que não muda mesmo no Brasil é a impunidade, a corrupção e os péssimos políticos que não representam a população e sim os espúrios interesses econômicos.
No esporte, que foi considerado o fenômeno social do século XX, a situação não é nada diferente; os principais periódicos do mundo retratam a miserabilidade humana dos dirigentes que utilizam o fenômeno do esporte para satisfazer os interesses econômicos e de poder seus e de seus patrocinadores.
Somente para ilustrarmos o potencial do mercado esportivo, vamos ver um exemplo americano: nos EUA o mercado de calçados esportivos mobiliza US$ 6,4 bilhões de dólares, correspondendo a um total de 381 milhões de pares. As vendas de calçados para esportes têm ganhos anuais de dois dígitos desde os anos 80 (Strategia, 2011).
Betran (2011), renomado pesquisador espanhol, afirma que o esporte, e essencialmente o futebol, é o único fenômeno que mobiliza as emoções humanas de segunda a sábado (de segunda a quarta discutindo o resultado do futebol de domingo e de quinta a sábado especulando sobre o jogo do próximo domingo).
O exemplo do mercado de calçados (vende bilhões de dólares), com os outros bilhões que advém do marketing esportivo mundial, nos servem para perceber as exacerbadas quantias que movem o esporte e o prestígio advindo da organização dos megaeventos esportivos. Aclaram as razões de tanta corrupção e de negociatas infindas de federações, comitês olímpicos e outras instituições “donas” dos esportes, com dirigentes ditadores que se perpetuam no cargo por décadas (FIFA, CBF, COB, COI – para citar alguns exemplos).
A Deloitte (2011) corrobora com as afirmações acima:
Sin embargo, estas cifras son sólo la punta del iceberg del marketing deportivo. Las razones por las cuales los países y las ciudades invierten estas enormes cifras en eventos cuyo desarrollo no pasa de los 30 días, son variadas. De acuerdo con el estudio “How major sporting events can drive positive change for host communities and economies” (Cómo pueden los grandes acontecimientos deportivos generar cambios positivos en las comunidades y las economías), de la compañía de auditoría Deloitte, eventos deportivos y de entretenimiento, como los Juegos Olímpicos y Paralímpicos, la Copa del Mundo de la Fifa, la Fórmula Uno, el Tour de Francia o la Expo Mundial, se han convertido en programas de máxima prioridad para losgobiernos porque pueden ser usados para generar cambios efectivos, elevar el prestigio del país o la ciudad anfitriones e impulsar su desarrollo económico, político y social. El mismo estudio de Deloitte indica que “la mayoría de los organizadores recibe beneficios significativamente mayores que lo invertido en tiempo, dinero y esfuerzo”. Pero no todos los países o las ciudades son candidatos a albergar eventos de semejante envergadura por razones obvias (economía, infraestructura, componentes de seguridad, capacidad de inversión, etcétera), a las que se suman intangibles en el éxito de la organización y el desarrollo de las justas, como la pasión o el liderazgo. Las ganancias que un evento deportivo de características ecuménicas puede generar para el anfitrión se traducen en prestigio mundial, incremento de número de visitantes al país o la ciudad y comercialización, ya que las competencias suelen ser un foco de inversión de grandes marcas, que ven en ello una oportunidad única de ampliar su presencia en los mercados y conquistar nuevos públicos, gracias a su patrocinio del certamen, además de las compañías locales, que deben ser incluidas por el gobierno en el engranaje comercial.
Os lucros exorbitantes dos megaeventos, associados à venda dos produtos esportivos, mobilizam verdadeiras fortunas, que não chegam às mãos de projetos sociais, tampouco modificam as políticas esportivas, por exemplo, do Brasil, futura sede do Campeonato Mundial de Futebol e dos Jogos Olímpicos.
A experiência dos Jogos Pan-Americanos ainda nos chama atenção, no aspecto das contas, auditadas e não aprovadas até os dias de hoje. Claramente vemos tão somente a ganância dos dirigentes em auferir lucros exorbitantes com as “negociatas” dos megaeventos.
No caso de nossa amada Curitiba, estamos diante de um impasse: vamos sediar a Copa do Mundo, entretanto nossas políticas para detecção e desenvolvimento do talento esportivo sobrevivem graças a bolsas para alguns atletas “potenciais”. Todavia, um programa de desenvolvimento do esporte não existe, a exemplo do Ministério do Esporte, que erroneamente se preocupa com as grandes construções em detrimento do desenvolvimento sustentável do esporte e dos atletas.
As políticas esportivas adequadas, como por exemplo aquela desenvolvida pelo Fútbol Club Barcelona, não existem. Recentemente estive em contato com o diretor de Base do Barcelona, Julio Moreno. Ouvi dele, categoricamente, que a forja do talento passa pela atenção aos aspectos biológicos, psicológicos e sociológicos do atleta, incluindo sua família. Enquanto nossos clubes sobrevivem das “peneiras” para atender aos “jogadores” apadrinhados por empresários, o FC Barcelona fornece jogadores para vários clubes da Europa, advindos de sua base.
Falo do futebol, mas isso também inclui outros esportes olímpicos, como o hóquei sobre a grama, treinado em Curitiba sem qualquer apoio; o badminton, que busca espaço na UFPR; a esgrima; a luta olímpica, que é o terceiro esporte em números de medalhas para o Brasil e mesmo assim perde atletas excepcionais para o mundo do trabalho.
Necessitamos de políticas esportivas efetivas, em nível municipal, estadual e federal. Atitudes que busquem além da formação de novos atletas talentosos, a promoção de programas de inclusão de suas famílias no mundo do trabalho. Isso pode ser feito através da qualificação das famílias para fabricar materiais esportivos, tais como malhas de luta, sapatilhas, armas para esgrima, redes para badminton, bastões para o hóquei, etc., seguindo o modelo chinês, que assim barateou o custo dos equipamentos esportivos a níveis compatíveis com o mercado comprador. Verba para isso abunda, no Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), do Ministério do Trabalho e Emprego.
Também podemos realizar a capacitação de jovens recém graduados no Ensino Médio, sem formação profissional, que por meio de programas de qualificação podem se tornar gestores públicos esportivos e atuar nos bastidores da Copa do Mundo e das Olimpíadas. Ao término desses torneios, poderiam ainda ser absorvidos pelo mundo do trabalho, inicialmente nas empresas estatais e depois, ao aperfeiçoar sua qualificação, no mundo do trabalho como um todo.
Aí sim poderemos alcançar o tão propagado legado dos megaeventos esportivos, oferecendo-o ao povo das nossas cidades-sede e ao país como um todo, que receberá melhorias efetivas.
Enquanto perdurarem escândalos e mais escândalos, prevalecer a impunidade dos “cartolas”, que reinam no império absolutista do “Rei Sol”, sem qualquer interferência do Estado ou da Justiça, e os apaixonados espectadores continuarem consumindo produtos do futebol e sustentando esse império de corrupção e impunidade, tudo será como antes.
Mas o que devemos esperar de um país que investe muito pouco em educação, ciências e tecnologia?
Dr. Sérgio Luiz Carlos dos Santos (PhD), autor da tese doutoral: “Propuesta de un modelo de gestión universitária para La atención a los niños en situación de riesgo social a traves Del deporte en La ciudad de Curitiba”.
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Referências bibliográficas:
Betrán, J. O. Estúdios sobre las emociones Del deporte. Barcelona: Apunts, 2011.
http://www.strategia.com.br/Casos/casos_corpo_reebok_mercado.htm, acessado em 18/03/11.
www.deloitte.com/view/pt_BR/br/index.htm, acessado em 18/03/2011.
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/flavia-tavares-no-estadao-a-ginga-perfeita-dos-donos-da-bola.html, acessado em 18/03/11.